Posts de Novembro, 2007|Página de posts mensais
Carta II
Antes de sequer começarmos, gostaria de dizer sobre o nosso fim. É difícil dizer que não teremos um fim, não falo por pessimismo, mas, para mim, “amar para todo o sempre” é um fim. Antes esclareço então o que entendo por fim: quando não é mais possível mudar uma situação, seja para melhor ou para pior. Em todo caso, é fim. E então, antes de darmos começo a nossa história, gostaria de me precipitar até o fim.
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Alcançar o céu
Mãe, papai disse que meu avião vai alcançar o céu, mas a que altura a gente alcança o céu?
Ganache de pensamentos
Passei o dia todo procurando um pensamento em que não você não estive e até achei alguns, mas, logo em seguida, via você penetrando neles também. Percebi que de tanto pensar em não pensar em você, acabei foi pensando muito mais.
Poema dobrado
Escrever na outra
sobre o metade
amor é brota
fácil. outro
Dobra-se meiado
o papel do poema
no meio, feito
e, mágica.
Relatividade
Não é que esteja me sobrando o tempo, é que me falta inspiração.
Vento
Deixei o livro na janela para o vento ler, mãe, porque sei que no fim do dia ele vai me ninar com aquelas histórias.
Quem?
E no fim quem se perdeu? Meu eu – lírico ou eu?
Carta
Fiquei pensando em você hoje o dia todo. Fiquei pensando em você caminhando até mim com aquele sorriso que só você sabe dar, com aquele brilho no olhar que força o meu a brilhar também. Fiquei pensando em seu andar leve, calmo e tranqüilo. Fiquei pensando na forma como você ajeita o cabelo que o vento insiste em atrapalhar. Pensei em suas mãos claras, limpas e doces, no seu toque macio e preocupado.
Abandono
O seu verbo abandonou meu sujeito. E agora?
Faltou
Tentei escrever doce, mas faltou açúcar.
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