Guarda o grito na gaveta
As pessoas machucam a gente tanto sem perceber que fica até aquele pensamento “será que ela realmente não vê o quanto isso acaba comigo?” Eu fico pensando se esse meu pensamento é excesso de empatia que tenho pelos outros ou falta de empatia que têm por mim. Ainda não cheguei a nenhuma conclusão e sei também que qualquer conclusão que eu chegar não vai mudar em nada, porque eu não consigo ser mais fria do que acho que já sou e não existe a opção “forçar o outro a ser mais empático e sensível”.
Acho que consigo concentrar tudo que sinto no momento em uma única frase simples: crescer é triste. Cada responsabilidade que eu assumo, cada obrigação, direito, cada vez que eu me torno mais adulta eu me torno mais triste. E o pior não é isso, o pior é achar que isso só acontece comigo. Ao meu parecer as pessoas estão muito bem, crescendo, aceitando o “mundo novo” tão bem que os vejo abraçando esse mundo. SOCORRO!!! Será que ninguém vê que nesse mundo tem uma pessoa que não está se adaptando e precisa URGENTEMENTE de ajuda? Eu não sei mais como pedir ajuda, eu não sei ser mais óbvia do que dizer – Estou triste, me ajuda?. Olha, eu faço comunicação social e ainda assim não consigo enxergar maneira mais clara de pedir por socorro. Gente, eu não tou bem! E acredite, se estou dizendo isso assim, com essas palavras é porque eu realmente já não sei o que fazer. Morrer? Eu não quero morrer, gosto da vida, mas eu não quero continuar assim. Tristeza é ruim demais. Fugir? isso, como morrer, implicaria em deixar as pessoas que eu mais amo tristes e eu não quero elas assim (empatia inevitável). E é aí que tá. Eu vejo que preciso estar bem pra deixar quem eu amo bem também, mas eu não consigo estar bem, não consigo. Não é mal criação, falta de vontade, rebeldia, não é. É falta de capacidade. Até o super homem tem sua vez de incapaz, deixe-o perto daquela pedrinha verde reluzente pra você ver. Eu só estou tentando dizer é que não sei o que fazer, não sei o que dizer pra que as pessoas vejam que eu preciso de ajuda. De quem? Eu não sei, de quem quiser ajudar, de quem puder ajudar, sei lá!
Eu quero fugir. E morrer. Como já disseram, deveria existir na farmácia um metódo de morrer sem efeitos colaterais.. nos outros.
E como não há ainda, eu quero fugir e morrer de mim. Desse eu que se instaurou em mim. Desse mundo em que eu e mim nos instauramos. Não sei. Eu não sei. Talvez seja melhor este texto permanecer na gaveta.
3 comentários até agora
Leave a reply


pra ti:
“Cá de longe invento preces
Pra findar o teu lamento
Cada verso é um terço
Cada estrofe, uma novena
e há em cada poema
palavras de acalento
que na sobra de distância
te envio pelo vento”
beijo na testa.
Você não deixa as pessoas saberem de você. Permita que elas entrem na sua vida. Vc é linda e tem um monte de coisas lindas pra mostrar.
Obs: Tô falando isso, mas super me identifiquei. hehe
Beeeeeijo, eriketa!
Ao mesmo tempo que a gaveta fecha,ela abre!
:*