Arquivo da categoria ‘Grrrr’

Aos críticos

Pra se ter uma opinião, não é preciso palavras bonitas.

Pecado

Como pode
o pecado todo
caber naquele pequeno espaço
de corpo?

Se eu tivesse 5 aninhos de idade…

Felicidade é respirar tão leve
e quase sair do chão

Felicidade é voltar a ser criança
e fazer bolas de sabão

Felicidade é rimar você
dentro do meu coração.

Troca de papéis

Fui escrever que te amo
mas o papel me rasgou ao meio,
xingando
“ah, em minha branquidão,
não, não
tua solidão
aqui não entra”

Impermeável

Impermeável que me tornei. Não há mar que faça onda ou chuva que umedeça minha alma agora já tão seca.

Aos inimigos

Digo-lhes, inimigos inconvenientes
digo-lhes que sou o vento
levo suas más ações para longe,
nada permanece em mim
como eu não pereço em nada

Digo-lhes, inimigos ferrenhos
digo-lhes que sou o mar
venham com todas suas lanças
velas, manivelas e alçapões
eu vos afundo e espremo
no meu escuro profundo

Digo-lhes, inimigos ordinários
digo-lhes que sou a terra
não plantem suas bombas em mim
pois quem dirá
quando elas explodirão
sou eu

Digo-lhes, inimigos medíocres
digo-lhes que sou o eco
lancem suas palavras,
frases mal feitas e desconexas
e eu as tornarei de volta a vós

Digo-lhes, inimigos quaisquer
digo-lhes que sou muito melhor
ou muito pior que vós
e que nenhuma arma que vier contra mim
jamais me ferirá, pois,
digo-lhes,
sou feita dos mares, dos céus,
da terra
e vós estais sempre
inferiores a mim.

Irritando Erika

Eu enumerei várias coisas que me irritam. Não segue nenhum tipo de ordem, mas creio que pela minha escrita será fácil deduzir o que me irrita mais ou menos.
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Amor

E você pensa que o amor existe, que as pessoas amam. Você, um turbilhão de hormônios, de necessidades puramente animais, completamente irracionais. Você bicho, você homem.
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Raiva extra-orbital

Não sei explicar, não sei mesmo, mas eu tenho muita raiva de gente que faz isso com o próprio corpo.
Vá se danar e leva o resto de carne que sobrou junto!

É…

Bateu uma solidão de repente. Solidão porque não suporto quem escreve ‘derrepente’, solidão porque não me dou a qualquer um e não aceito qualquer um. Solidão de quem escolhe mais do que deve, de quem acha que, de todos que conhece, -37% não valem a pena, não merecem sequer o seu desprezo.

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