m Modo de [in]compatibilidade

22 jun

A briga mais antiga e mais forte nos afastou por exatos oito meses, mas desta vez não estou contando o tempo e já nem me lembro bem do motivo que nos afastou. Na verdade, o motivo que eu criei, ou recriei, ou aumentei, já não sei mais.

Já é a segunda vez que isso ocorre e agora eu não sei se devo te mandar um email idiota falando como se nada tivesse acontecido ou se devo deixar como está, porque já não sei se serei capaz de ser sua amiga novamente, ou se você será. Não sei se devo desdizer todas as palavras que lancei contra você. Não sei se você as ouviu, leu ou ficou sabendo. Não sei se você me odeia, me ama ou tanto faz. Não sei também se te odeio, amo, ou tanto faz.

Como se eu não soubesse mais porque fui sua amiga e porque deixei de ser. Você continua na minha vida sempre, porque boa parte da minha memória tem sua presença, assim como creio que estou na sua. É como se nós tivéssemos visto um filme e tivéssemos nos apaixonado pelos personagens e aí o filme acaba e a vida volta, sem os personagens do nosso lado, só lá na cabeça, ou no coração, sei lá.

Acho que não dá pra fingir que nada aconteceu como da outra vez, ignorar o que houve. Somos mais maduros e talvez hoje eu precise dar explicações e talvez hoje você as exija. Talvez não, mas ‘who knows?’, não é mesmo?

Talvez eu não mande aquele email idiota por vergonha, receio. Por medo de você rejeitá-lo ou medo de você aceitá-lo e eu me sentir sempre mal quando olhar para você. Porque eu sou a louca que cria motivos para simplesmente parar de conversar com as pessoas. Assim como já me sinto mal de passar por você e ter que virar a cara, por que eu não posso ser fraca, não posso deixar que me vejam fraca, principalmente que você me veja fraca e aí eu faço isso, ajo assim. Não que eu queira e goste todas às vezes de ser assim. No começo era bom, porque eu acreditava piamente no motivo de estar te odiando, mas hoje não faz mais sentido.

Acho que por isso não preciso chegar aos oito meses para perceber que por mais que eu te odeie e como eu odeio, eu amo você e, se algo acontecer contigo, eu piro. Eu enlouqueço, perco a cabeça. Como já fiz antes.

2 Respostas para “m Modo de [in]compatibilidade”

  1. MissCook junho 22, 2007 às 12:24 am #

    Que texto mais O.O”

  2. Ana Luiza junho 22, 2007 às 10:44 am #

    Consegui imaginar você falando isso tudo.
    O bom é saber que a gente cresce e percebe que os momentos de afeto sobressaem.
    Beijo, Erika.

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