Oi, tchau

27 ago

“Beijo, tchau”. Pronto, bastam essas duas palavras para eu me perder. “Boa noite, até amanhã”, e já estou a andar pela casa sem rumo, sem sono, sem fome, sem direção.

“Oi” é mais agradável, mais feliz, mais doce, mas tem seu calvário, carrega sempre a mensagem que em breve virá o adeus. Ainda que o adeus não seja eterno, causa essa sensação, como se nada tivesse durado o suficiente, como se não te visse há meses, sendo que não tem mais de dois que te conheço…

O adeus causa tristeza e alegria. Mais tristeza, sempre mais. Traz loucura, solidão, ansiedade. Ansiedade pelo próximo oi, que trará o próximo tchau, que trará de novo a ansiedade, o frio na barriga, o desandar hormonal, físico, emocional e, por fim, trará novamente o oi, o seu oi, o oi que vem nas notas mais suaves aos meus ouvidos, que me faz ser ridícula como as cartas de amor, o oi que traz o adeus, mas que vale por todas as despedidas, adeus e até logo, porque, afinal, são um adeus com a certeza de um oi.

Uma resposta para “Oi, tchau”

  1. Eu agosto 27, 2007 às 11:45 am #

    Amei!!

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