Arquivo | dezembro, 2009

Desapego

26 dez

Me apeguei a ela
ela se apegou a mim
o que há de errado
em pegá-la enfim?

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Não cresci

21 dez

Ó, amor
sinto muito
se meu poema é infantil demais.

Escrevo com palavras bobas
porque o sentimento assim é.

Ó, amor
sinto muito
se meus sentimentos são infantis demais.

Sinto como criança
porque não me deixei adultecer.

Ó, amor
sinto muito
não tenho dessas adultices,
esses amores brandos e secos.

Só escrevo feito criança, amor,
com palavras simples e rimadas
porque amo feito criança
que não gosta de perder o brinquedo,
e dá chilique se fica irritada.

Não ter o que fazer

18 dez

Tédio é um suicídio lento.

Calma e elegância

15 dez

Bom dia, senhor
quem escreve esta carta
sou eu, o amor
vim para dizer
que apesar de não querer
terei que partir.

Parto
com a conhecida dor
do papel rasgado
assim, sem pudor.

Parto
com a calma e elegância
de quem foi enganado
desde a sua infância.

Pode faltar força

11 dez

Às vezes é melhor despencar do penhasco do que se agarrar a primeira mão que se estende.

Questão de lógica

11 dez

Quando eu falo “ai!” é porque dói.

Olho-coração

11 dez

Os olhos viram
e contaram ao coração
quanta coisa bonita
há no seu ser-tão
o coração todo abobado
disse logo em seguida:
Estou apaixonado
pela primeira vez
em toda a vida!