Arquivo | janeiro, 2010

Aos meus olhos

28 jan

Você vem em gotas
[colírio d’alma.

Ô galega…

28 jan

Sua voz me acariciou o rosto.

[Era o afago que eu precisava.

Ainda bem que cai na bobagem de discar seu número…

Me falta

26 jan

Nesse acúmulo de quases
não me sobrou nada…

Me falta…
sentir falta.

Nação

22 jan

Os limites que te ponho
são os limites de mim.
Não ouse, não atravesse
o meu coração de amor sem fim.

Teoria da relatividade II

22 jan

As estrelas são respingos,
ou o céu é um borrão?

Meia noite

22 jan

A lua vem serena,

vislumbrando no céu.

Eu desaconteço,

[mesma morte, mesma vida,

toda noite no papel.

Nova Era – Ditado I

12 jan

Pecado anunciado não implica em perdão.

Memórias

7 jan

Eu cheguei a pensar que havia mesmo contruído aquele muro. Ao meu ver parecia uma muralha, algo próximo daquela da China. Só que a minha era subjetiva demais pra ser ver do espaço. Além de não ser, nem subjetivamente, verdadeira. Fingia que estava escondida atrás desse muro. Lá eu estaria segura de você. Sabia que apesar das flores, havia no seu bolso uma granada aguardando o seu tempo de estourar.
Cheirei as rosas o quanto pude. Mas a bomba estourou, e foi ai que percebi a fragilidade do meu muro inventado. A imaginação não segura onda de sentimento, não protege os olhos da fumaça que cega e desnorteia.
Não senti nenhuma dor, era como se o próprio corpo nem existisse.

As flores resistiram à explosão. Só elas resistiram. Enquanto nós, nós terminamos nossa batalha ali. Cada um morreu por seus motivos ou falta de motivos. As razões não importam agora. Nós estamos em destroços e tudo o que fomos ou seriamos também.  Havia muito sobre nós e não sobrevivemos a tanto peso. É assim a guerra. É assim, fazer o quê.
Quanto às rosas, elas não exalam mais. Mas tenho o perfume na memória.
Porque na verdade foi só isso que restou, as lembranças.