Arquivo | março, 2015

Sobre o tal do amor

28 mar

É incrível a energia que corre o mundo. Sai de um coração e entra no outro sem nenhum dos dois entenderem o como nem o porquê.

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Nada

20 mar

O azul brilhante do céu
a revoada daqueles passarinhos brancos
que fazem um som manso

A mãe que esconde o ovo de Páscoa
pela casa e assiste seus filhos
se sujando de chocolate

O pisca-pisca da árvore de Natal
a ceia com as pessoas queridas
desembrulhar os presentes

Passar na avenida
com todos os sinais verdes
sem trânsito numa sexta-feira

Ah, a sexta-feira
às 18h, dia de pagamento
amigos num bar

Mas nada
nada, nada
nada se compara a você.

Os sentidos

16 mar

E se os sentidos sentissem inveja um do outro? A visão querendo sentir o seu cheiro, o tato querendo ver as curvas do seu corpo, o olfato, desesperado, coitado, por não ouvir o som da sua voz e a audição querendo ser mão…

Sobre o tal do amor

16 mar

A palavra faz festa
mas muita vezes faz falta
de cansada, fica escorada
na pilastra quieta
volto pra buscá-la pego no
rabo da letra faço pipa
a palavra amor faz muita
falta nos dias de hoje.

Palavra arredia
voa alto quando a puxo
a rabiola de letrinhas
espalha tantas outras
palavras bonitas no céu
carinho, afeto, abraço
e até um beijo seu.
Soltei o amor, deixei voar
dizem que volta
e se não voltar..
ainda tem esperança
no ar.

(Feito com amor e com ela, Ana Luiza Gonçalves)

Cruzamento

10 mar

Lembra daquela vez
que fui de uma cidade a outra de taxi
pra conseguir chegar a tempo
Naquele cruzamento
que você passaria às 3
Só para fingir
esbarrar em você sem querer?
Aquilo era pra valer,
Aquilo era amor.

O que não foi, nem nunca será

10 mar

A cortina que prometi
e nunca comprei
O amor que tanto te dei
até sem ter, sem poder
sem ser
amor.

Recordar e viver

8 mar

Ela nos reconheceu. E da cara séria de quem conta dinheiro, surgiu um sorriso limpo e nostálgico. Fiat lux. Os olhos se acenderam. Ela disse que sentia saudades e que, mesmo com todo o trabalho que demos, que não foi pouco, ela sentia nossa falta. Fomos a melhor turma, ela disse sem perder o súbito de alegria. Se fomos? Não sei. Mas valemos um sorriso sincero em meio a tantas notas amassadas de adolescentes bêbados. Valemos um brilho 12 anos depois de tanta vida rolar. Valemos, valeu. Valeu por tudo, Andreia.